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Tribunal eleitoral do PR cria Seção de Segurança Cibernética

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), desembargador Wellington Emanuel Coimbra de Moura, criou um setor específico para prevenir ataques cibernéticos e garantir a segurança da rede, dos sistemas e dos dados da Justiça Eleitoral paranaense. Vinculada à Secretaria de Tecnologia da Informação, a Seção de Segurança Cibernética foi estabelecida pela Resolução TRE-PR n° 884/2022.

“Estamos reforçando a estrutura de segurança da informação do Tribunal, buscando um modelo que atenda às normas internacionais nessa área”, destacou o presidente. Os ataques cibernéticos, para o desembargador, foram impulsionados pelo crescimento exponencial das soluções tecnológicas. “Esses ataques têm por objetivo difamar a imagem de uma instituição, ter acesso a dados sigilosos e sequestrar informações para obtenção de lucros financeiros”, explicou.

O presidente lembrou que, no primeiro turno das Eleições 2020, a rede da Justiça Eleitoral sofreu cerca de 3 mil tentativas de invasão – todas sem sucesso. “Nossa preocupação vai muito além da invasão da rede. Em ano eleitoral, nossa missão é garantir a segurança de todo o processo, com eleições transparentes e seguras também sob o ponto de vista tecnológico”, ressaltou.

Entre as atribuições previstas para a Seção, está o monitoramento e defesa de ciberataques. O principal objetivo é proteger as eleições e os dados que são abrigados em sistemas e computadores do TRE-PR. O setor ainda vai promover capacitação de servidores sobre segurança da informação.

Resoluções

A criação de uma seção adequa o TRE-PR às normas definidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em junho, a Resolução n.396 do CNJ instituiu a Estratégia Nacional de Segurança Cibernética do Poder Judiciário. Já o TSE publicou, em julho, as diretrizes para a implementação da Política de Segurança da Informação (PSI) da Justiça Eleitoral.

Os regionais eleitorais do país estão trabalhando para implementar as normas. O objetivo é, além de aprimorar a segurança cibernética, garantir confidencialidade às informações que são produzidas, armazenadas ou transmitidas.

Fonte: TRE-PR

Fonte: Portal CNJ – Agência CNJ de Notícias

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